sábado, 8 de janeiro de 2011

Sou e não sou

Eu não me apego ao tempo, Nem vou dormir ao relento
Quero tirar essa bota e pisar no asfalto
Sentir o frio da mãe terra, me esconder na caverna
vou deletar o sistema, mostrar que vale a pena
não ligo se é prosa ou verso, se entendeu a mensagem
falo o que vem a cabeça, serve como desabafo 
assim eu preencho o espaço
esse é o prazer de um salto, o poder de libertar
pego do velho e faço o moderno
invento moda, aproveito o inverno

não vou chorar na partida, seguir no vaco da vida
vou escrever o futuro, ficar do lado seguro
e também vou arriscar, moderar , contemplar
ate o vaco acabar

não me entrego ao sistema, nem me dou por vencido
eu não pulo no abismo, nem tento convencer
não me rendo a ganância, também não rasgo dinheiro
não sou calmo nem arteiro, sou o que eu quero ser

não me vê flex , nem me vê só
não estou triste, também não tenho dó

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